SÃO PAULO – Na quarta-feira (21), o Palmeiras garantiu sua vaga na final da Libertadores ao eliminar o Fluminense no Nubank Parque. Após vencer o primeiro jogo no Maracanã por 2 a 1, o time paulista perdeu por 1 a 0 no tempo regulamentar, mas triunfou nos pênaltis.
Esta será a oitava vez que o Palmeiras chega à final do torneio, sob o comando de Abel Ferreira, que já conquistou duas taças da Libertadores. Com essa nova final, ele se torna o segundo treinador com mais finais na competição, empatando com Felipão e os uruguaios Roberto Scarone e Luis Cubilla. O argentino Carlos Bianchi lidera a lista, com cinco finais, das quais venceu quatro.
O adversário do Palmeiras na disputa pelo título pode ser o Flamengo, que empatou sem gols com o Estudiantes na partida de ida e disputará o jogo de volta nesta quinta-feira, às 21h30, no Maracanã.
No início do jogo, o Fluminense demonstrou coragem e levou perigo ao gol de Carlos Miguel logo no primeiro minuto, com um chute cruzado de Arana que foi defendido pelo goleiro palmeirense. Apesar de não conseguir manter a pressão no ataque, a equipe tricolor teve sucesso ao subir a marcação, dificultando a saída de bola do adversário.
Contudo, a partida logo se tornou truncada, com erros de passes de ambos os lados e poucas oportunidades de ataque. Após a pausa para hidratação, o Palmeiras conseguiu marcar a saída de bola do Fluminense, ganhando presença no campo ofensivo, mas sem ser incisivo.
Nos minutos finais do primeiro tempo, o time da casa se retraiu na defesa, permitindo ao Fluminense rodar a bola próximo à área, o que exigiu desarmes fundamentais dos defensores palmeirenses. Ao apitar o fim da primeira etapa, tanto Fábio quanto Carlos Miguel não haviam sido muito exigidos.
O segundo tempo começou tenso, com ambas as equipes cometendo muitos erros. O Palmeiras tentava jogadas pelas laterais, mas frequentemente encontrava um jogador isolado na linha de fundo, sem opções. Arias e Flaco estavam distantes, e a presença de muitos volantes dificultava a articulação no meio campo.
Na metade da etapa final, o Palmeiras melhorou e criou lances mais efetivos, como uma finalização de Sosa que passou pelo lado de fora da rede, assustando os tricolores. Foi nesse momento, quando o time da casa estava em ascensão, que Hércules recebeu a bola após uma bela jogada individual de Wesley Natã e chutou de fora da área, vencendo Carlos Miguel.
A torcida do Palmeiras intensificou o apoio após o gol adversário, e houve um esforço dos jogadores em campo, mas as poucas chances criadas foram desperdiçadas, levando a decisão para os pênaltis.
Na disputa, Maurício converteu a primeira cobrança palmeirense, e Thiago Silva fez o mesmo pelo Fluminense. Gómez marcou e colocou pressão novamente na equipe carioca, que respondeu com Hércules. Sosa, Guilherme Arana e Piquerez também converteram, enquanto Nonato teve sua cobrança defendida por Carlos Miguel. Marlon Freitas, então, garantiu a classificação do Palmeiras para a final.
Palmeiras
Carlos Miguel; Murilo, Gustavo Gómez e Barboza; Giay (Khellven), Marlon Freitas, Andreas Pereira (Maurício), Lucas Evangelista e Piquerez; Arias (Paulinho) e Flaco López (Ramón Sosa). Técnico: Abel Ferreira.
Fluminense
Fábio; Guga (Samuel Xavier), Thiago Silva, Millán (Ignácio) e Guilherme Arana; Hércules, Nonato e Ganso (Lucho Acosta); Canobbio (Wesey Natã), Hulk e Savarino (Serna). Técnico: Marcão.
