Quem: Profissionais da área de recursos humanos e administradores de academias e estúdios de fitness.
O que: Em 2026, o setor de fitness adota uma nova abordagem na seleção de funcionários, priorizando as habilidades interpessoais (soft skills) durante a contratação e focando nas competências técnicas durante a capacitação pós-contratação.
Quando e onde: Essa tendência foi identificada em 2026, segundo análise realizada por Flávia Brunoro e publicada na Fitness Brasil em 5 de maio de 2026.
Por que: Com os avanços tecnológicos, o acesso a conhecimentos técnicos se tornou simples e rápido, enquanto as habilidades para estabelecer vínculos e motivar alunos continuam sendo exclusivamente humanas e difíceis de serem automatizadas.
Como: A transformação é fundamentada em modelos de competências, como o modelo proposto por McClelland, que é frequentemente ilustrado pela metáfora do iceberg: a parte visível representa as habilidades e conhecimentos técnicos — fáceis de medir e treinar — enquanto abaixo da superfície estão atitudes, valores e características pessoais que impactam no desempenho. Uma pesquisa realizada pela Harvard University mencionada no artigo revela que 85% do sucesso profissional é atribuído a habilidades interpessoais, enquanto apenas 15% se relacionam com competências técnicas.
Recomendações para gestores
A matéria sugere estratégias práticas para facilitar essa transição nas equipes:
1. Reformular entrevistas: É importante dar prioridade a perguntas situacionais que analisem as competências comportamentais em vez de se concentrar apenas nos conhecimentos técnicos. Um exemplo para avaliar inteligência emocional seria pedir ao candidato que compartilhe uma situação em que lidou com um aluno bastante frustrado, explicando como conseguiu controlar suas emoções para mudar a situação.
2. Integração focada no pertencimento: O processo de onboarding deve ser orientado para criar um senso de propósito. Dados da Gallup citados na análise indicam que colaboradores que encontram significado no trabalho têm uma produtividade 21% superior. Ao invés de simplesmente focar em manuais, recomenda-se apresentar relatos ou vídeos de alunos que vivenciaram transformações significativas.
Imagem: Modelo do Iceberg das Competências
3. Gamificação das atitudes: Implementar um sistema para recompensar e compartilhar elogios dos clientes, além de desenvolver programas que incentivem mudanças na vida das pessoas, com metas claras e reconhecimento coletivo dentro da empresa.
4. Capacitação para promover mudanças comportamentais: Oferecer formação à equipe com base no Modelo Transteórico do Comportamento criado por Prochaska e DiClemente (pré-contemplação, contemplação, preparação, ação, manutenção e recaída), permitindo aos profissionais identificar o estágio dos alunos e adaptar sua abordagem adequadamente.
No contexto atual, o perfil ideal do profissional é aquele que combina empatia e escuta ativa com conhecimento técnico. A análise sugere que investir na formação técnica de pessoas que já demonstram interesse e empatia pode ser mais eficaz do que tentar ensinar empatia a indivíduos com apenas habilidades técnicas.
No final das contas, o setor deve refletir se suas equipes estão aptas a construir relações significativas ou se estão meramente seguindo protocolos estabelecidos.
Com informações da Fitness Brasil
Gudyê GR6 atua como editor-chefe e é especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, considerada a maior produtora de funk do Brasil. Com vasta experiência no mercado fonográfico, ele lidera uma equipe dedicada à produção de conteúdo sobre música e cultura urbana.
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